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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS JOVENS DA ACÇÃO CATÓLICA ITALIANA

Queridos jovens!
[…] A este propósito, é muito boa a iniciativa de caridade que fareis, com a ajuda
de Deus, em prol dos migrantes, na diocese de Agrigento. O Senhor abençoe este
projecto, que apoiará aquela comunidade empenhada de forma exemplar no
acolhimento de muitos irmãos e irmãs que chegam cheios de esperança mas
também com numerosas feridas e necessidades, em busca de paz e de pão. Ontem,
na audiência foi-me apresentada pelos pais uma criança negra, uma criança que
tem cerca de cinco meses, e disseram-me: «Nasceu numa embarcação ao largo da
Sicília»… Tantas, tantas… Tantas crianças conseguem chegar, outras não. E tudo o
que fizerdes por essa gente é bom, obrigado pelo que fazeis. Vós podeis dar uma
contribuição especial para esta iniciativa, com o vosso entusiasmo e a vossa
oração, e aconselho-vos que a acompanheis com alguma renúncia, para
compartilhar o necessário com outros jovens que estão desprovidos. Sobre a
renúncia, gostaria de fazer uma pergunta, mas respondei vós jovens, não os
adultos. Se tendes dois bombons e estiver ao vosso lado um amigo ou amiga que
não tem, que fazeis? Que fazeis? [Uma criança responde: «Dou-lhe um»]
Ofereceis-lho? E se tendes um bombom e ele nada, que fazeis? [Uma criança
responde: «Dividimos ao meio!»] Metade! Está bem! Segue em frente assim.[…]

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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO POR OCASIÃO DA APRESENTAÇÃO DAS CARTAS CREDENCIAIS DOS EMBAIXADORES DA GUINÉ, LETÓNIA, ÍNDIA E BAHREIN

Senhores Embaixadores
[…]Tudo isto é necessário para vencer a indiferença e construir a paz. Infelizmente,
o ano que está prestes a findar foi marcado por um multiplicar-se de conflitos
violentos, tanto bélicos como terroristas. Por outro lado, esta situação provoca cada
vez mais nas consciências mais maduras uma reacção não violenta, mas espiritual
e moral. É isto que nós queremos e devemos alimentar com os meios à nossa
disposição e segundo as nossas responsabilidades. Em conformidade com a missão
que lhe é própria, a Igreja católica, mediante o Jubileu da Misericórdia há pouco
começado, propõe-se propagar no mundo inteiro o espírito de perdão e de
reconciliação, chamando os fiéis e os homens e as mulheres de boa vontade a
abrir-se ao dom da graça de Deus e a pôr em prática aquelas que na nossa tradição
constituem as «obras de misericórdia espiritual e corporal». «Também os Estados
são chamados a cumprir gestos concretos, actos corajosos a bem das pessoas mais
frágeis da sociedade, como os reclusos, os migrantes, os desempregados e os
doentes» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2016, 8). Além disso, neste Ano
jubilar, desejo formular «um apelo premente aos líderes dos Estados para que
realizem gestos concretos a favor dos nossos irmãos e irmãs que sofrem pela falta
de trabalho, terra e tecto» (ibidem). No plano internacional, formulo votos sinceros
para que cada Nação se comprometa a renovar as relações com as outras,
cooperando concretamente para fazer crescer a fraternidade inclusive na grande
família dos povos (cf. ibid.). […]

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PALAVRAS DO PAPA FRANCISCO AO ACENDER AS LUZES DA ÁRVORE DE NATAL DE ASSIS

[…] Gostaria de agradecer aos membros da Guarda costeira: são mulheres e
homens bondosos! Agradeço-vos de coração, pois fostes instrumento da esperança
que Jesus nos dá. Entre nós, fostes semeadores de esperança, da esperança de
Jesus. Obrigado, Antonio, bem como a todos os teus companheiros e a quantos
esta terra italiana recebeu tão generosamente: o sul da Itália foi um exemplo de
solidariedade para o mundo inteiro! A todos desejo que, contemplando este
Presépio, possam dizer a Jesus: «Também eu dei uma mão para que Tu fosses um
sinal de esperança!».
E a todos os refugiados digo uma palavra, a do profeta: Levantai a cabeça, o
Senhor está próximo. E com Ele a força, a salvação, a esperança. Talvez com o
coração dorido, mas de cabeça erguida na esperança do Senhor.
Todos vós refugiados, e todos vós da Guarda costeira: abraço-vos e desejo-vos um
Santo Natal, cheio de esperança e de carícias do Senhor![…]

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PAPA FRANCISCO AUDIÊNCIA GERAL

[…] Todo este testemunho multiforme, animado pelo mesmo Espírito Santo, é
fermento para a sociedade inteira, como demonstra a obra eficaz levada a cabo no
Uganda na luta contra a sida e no acolhimento dos refugiados.[…]

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VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO QUÉNIA, UGANDA E REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA (25-30 DE NOVEMBRO DE 2015) VISITA À CASA DE CARIDADE DE NALUKOLONGO DISCURSO DO SANTO PADRE

Queridos amigos!
[…] A partir desta Casa, quero hoje dirigir um apelo a todas as paróquias e
comunidades presentes no Uganda – e no resto da África – para que não esqueçam
os pobres, não esqueçam os pobres! O Evangelho impõe-nos sair para as periferias
da sociedade a fim de encontrarmos Cristo na pessoa que sofre e em quem passa
necessidade. O Senhor diz-nos, em termos inequívocos, que nos julgará sobre isto.
É triste quando as nossas sociedades permitem que os idosos sejam descartados ou
esquecidos. É reprovável quando os jovens são explorados pela escravidão actual
do tráfico de seres humanos. Se olharmos atentamente para o mundo ao nosso
redor, parece que, em muitos lugares, campeiam o egoísmo e a indiferença.
Quantos irmãos e irmãs nossos são vítimas da cultura actual do «usa e joga fora»,
que gera desprezo sobretudo para com crianças nascituras, jovens e idosos. […]

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VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO QUÉNIA, UGANDA E REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA (25-30 DE NOVEMBRO DE 2015) ENCONTRO COM AS AUTORIDADES E O CORPO DIPLOMÁTICO DISCURSO DO SANTO PADRE

Senhor Presidente,
Ilustres membros do Governo,
Distintos membros do Corpo Diplomático,
Amados Irmãos Bispos,
Senhoras e Senhores!
[…] Aqui na África Oriental, o Uganda demonstrou um empenhamento excepcional
na recepção dos refugiados, permitindo-lhes reconstruir as suas vidas em
segurança e experimentar a dignidade que provém de ganhar a própria subsistência
com um trabalho honesto. O nosso mundo, imerso em guerras, violência e várias
formas de injustiça, é testemunha dum movimento migratório de povos sem
precedentes. O modo como enfrentamos este fenómeno é um teste da nossa
humanidade, do nosso respeito pela dignidade humana e, acima de tudo, da nossa
solidariedade para com os irmãos e irmãs necessitados.[…]

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VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO QUÉNIA, UGANDA E REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA (25-30 DE NOVEMBRO DE 2015) VISITA AO CENTRO DAS NAÇÕES UNIDAS EM NAIROBI (U.N.O.N.) DISCURSO DO SANTO PADRE

[…] Muitos são os rostos, as histórias, as consequências evidentes em milhares de
pessoas que a cultura da degradação e do descarte levou a sacrificar aos ídolos do
lucro e do consumo. Devemos ter cuidado com um sinal triste da «globalização da
indiferença»: habituarmo-nos lentamente ao sofrimento dos outros, como se fosse
uma coisa normal (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, 16 de
Outubro de 2013), ou, pior ainda, resignarmo-nos perante formas extremas e
escandalosas de «descarte» e de exclusão social, como são as novas formas de
escravidão, o tráfico de pessoas, o trabalho forçado, a prostituição, o tráfico de
órgãos. «É trágico o aumento de emigrantes em fuga da miséria agravada pela
degradação ambiental, que, não sendo reconhecidos como refugiados nas
convenções internacionais, carregam o peso da sua vida abandonada sem qualquer
tutela normativa» (Laudato si’, 25). São muitas vidas, muitas histórias, muitos
sonhos que naufragam nos nossos dias. Não podemos ficar indiferentes perante
isto. Não temos o direito.
Há tempos que, a par da degradação do ambiente, temos sido testemunhas dum
rápido processo de urbanização que com frequência, infelizmente, leva a um
«crescimento desmedido e descontrolado de muitas cidades que se tornaram pouco
saudáveis (…) e que não funcionam» (ibid., 44). E constituem também lugares
onde se difundem preocupantes sintomas duma trágica ruptura dos vínculos de
integração e comunhão social, que leva ao «aumento da violência e [ao]
aparecimento de novas formas de agressividade social, [ao] narcotráfico e [ao]
consumo crescente de drogas entre os mais jovens, [à] perda de identidade» (ibid.,
46), ao desenraizamento e ao anonimato social (cf. ibid., 149). […]
[…]A África oferece ao mundo uma beleza e uma riqueza natural que nos levam a
louvar o Criador. Este património africano e de toda a humanidade enfrenta um
risco constante de destruição, causado por egoísmos humanos de todos os tipos e
pelo abuso de situações de pobreza e exclusão. Ao nível das relações económicas
entre os Estados e os povos, não se pode deixar de falar dos tráficos ilegais que
crescem num contexto de pobreza e que, por sua vez, alimentam a pobreza e a
exclusão. O comércio ilegal de diamantes e pedras preciosas, de metais raros ou de
alto valor estratégico, de madeiras e material biológico, e de produtos animais,
como no caso do tráfico de marfim e o consequente extermínio de elefantes,
alimenta a instabilidade política, a criminalidade organizada e o terrorismo.
Também esta situação é um grito dos homens e da terra que deve ser escutado
pela comunidade internacional.[…]

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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NO CONGRESSO PROMOVIDO PELA CONGREGAÇÃO PARA O CLERO, POR OCASIÃO DO CINQUENTENÁRIO DOS DECRETOS CONCILIARES “OPTATAM TOTIUS” E “PRESBYTERORUM ORDINIS”

Senhores Cardeais
Prezados irmãos Bispos e sacerdotes Irmãos e irmãs!
[…] Proximidade, vísceras de misericórdia, olhar amoroso: fazer experimentar a
beleza de uma existência vivida em conformidade com o Evangelho e o amor de
Deus que se faz concreto também através dos seus ministros. Deus nunca rejeita! E
aqui penso no confessionário. É sempre possível encontrar caminhos para oferecer
a absolvição. Receber bem. Contudo, às vezes não se pode absolver. Há sacerdotes
que dizem: «Não, não te posso absolver disto, vai-te embora». Não é este o
caminho! Se tu não puderes dar a absolvição, explica e diz: «Deus ama-te muito,
Deus gosta de ti. E para chegar a Deus existem tantas veredas. Não te posso dar a
absolvição, e então concedo-te a bênção. Mas volta, volta sempre aqui, e cada vez
que voltares, dar-te-ei a bênção como sinal de que Deus te ama». E aquele
homem, ou aquela mulher, vai embora cheio de alegria porque encontrou o ícone
do Pai, que nunca rejeita; de um modo ou de outro, abraçou-o. […]

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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS BISPOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA EM VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM”

Queridos Irmãos!
[…] Actualmente, estamos a viver um tempo excepcional. Centenas de milhares de
refugiados chegaram à Europa ou se puseram a caminho em busca de refúgio
contra a guerra e a perseguição. As Igrejas cristãs e muitos cidadãos do vosso país
prestam uma ajuda enorme para acolher estas pessoas, oferecendo-lhes assistência
e proximidade humana. No espírito de Cristo queremos continuar a enfrentar o
desafio do grande número de necessitados. Ao mesmo tempo, apoiamos todas as
iniciativas humanitárias que façam com que as condições nos países de origem se
tornem mais suportáveis.[…]

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VISITA À IGREJA EVANGÉLICA E LUTERANA DE ROMA PALAVRAS DO PAPA FRANCISCO

[…] De outra maneira, ela é prejudicada pelas divisões e pelos conflitos entre as
Igrejas e entre os crentes. Podemos assumir juntos a alegria e a fadiga da diaconia
da caridade numa maior cooperação ecuménica. Podemos fazê-lo com as crianças e
com os idosos mais desfavorecidos, com os refugiados, e com todos os que
precisam de cuidados e de apoio.[…]